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Lidando com a ansiedade de colher exames

Quem é que gosta de se submeter a coleta de sangue ou fornecer urina/ fezes para exame?

Esse procedimento não é dos mais agradáveis na nossa rotina diária, mas um teste laboratorial feito com uma pequena amostra do corpo pode resultar em informações que salvam ou melhoram a vida. A maioria das pessoas enfrenta bem o fato de ter que colher sangue, mesmo sentindo um pouco de constrangimento, desconforto ou ansiedade. Em algumas faixas etárias como crianças e idosos existe uma maior dificuldade de aceitação do procedimento, o que é compreensível. Neste artigo daremos dicas de como amenizar esse momento nada confortável para esses pacientes.

Crianças

As crianças necessitam menos de exames laboratoriais que os adultos, mas algumas vezes esse procedimento é inevitável. É possível ajudá-las a lidar com a ansiedade, o desconforto e a dor.

O primeiro passo é explicar com calma à criança, mesmo antes de chegar ao laboratório, a importância e como vai ser a coleta, dando tempo que a mesma vá se acostumando com a idéia. Elas podem ser estimuladas em casa, em um ambiente confortável a ensaiar a coleta, usando por exemplo, bonecos. Relacione a parte do procedimento que ela ache mais assustador com situações familiares para ela, informando-a que tudo será rápido, com a sua colaboração. Uma recompensa pelo seu bom comportamento durante o procedimento pode ser planejada.

Idosos

O que parece ser um simples procedimento para a maioria das pessoas, a coleta de exames laboratoriais em idosos pode ser um grande desafio, cuja saúde em geral é mais frágil. Existem vários motivos para termos cuidados especiais na coleta desses pacientes: Os idosos normalmente vêem e escutam menos, o que aumenta a dificuldade em relação a exames que necessitam de orientações especiais, A mobilidade e o equilíbrio podem estar diminuídos, levando a uma maior dificuldade na coleta de algumas amostras. Durante o ato da coleta, podemos ter uma maior dificuldade, pois a pele do idoso é mais fina, o tecido subcutâneo menos resistente e as veias são mais frágeis e propensas à rupturas. Àqueles que apresentam um maior grau de demência , o procedimento pode ser traumático e provocar no paciente uma reação violenta. Muitos desses pacientes apresentam dificuldade de locomoção, não podendo dirigir e dependendo de alguém para levá-lo ao laboratório.

Como podemos ajudar a tornar esses problemas menores?

O ideal é que o idoso vá ao laboratório com um familiar que possa também receber as instruções orais e por escrito. A recepcionista tem por obrigação orientar de forma simples, clara e concisa todos os passos do procedimento, sempre perguntando se há alguma dúvida.No ato da coleta, o uso de uma agulha especial, um tipo diferente de lanceta pode tornar o procedimento mais fácil, menos doloroso e menos assustador. Ajudar uma pessoa a coletar uma amostra de fezes ou urina muitas vezes é uma tarefa desagradável para o paciente e quem o ajuda. O paciente pode se sentir constrangido e quem o auxilia pode se incomodar com os odores e com o trabalho de limpeza. É importante criar o máximo de privacidade e de segurança possíveis no ambiente para reduzir o desconforto de todos. Para queles pacientes que têm extrema dificuldade de locomoção , o laboratório pode ser acionado e o procedimnto da coleta ser realizado em casa.

Kaline Maria Nogueira de L Fonseca – Médica Patologista Clínica, Medicina laboratorial